terça-feira, 3 de abril de 2012

VIVENTE PÓSTUMA



te vais, e voltas, sempre,
como ventania insana, derrubando minha frágil torre,
simplória, e de palha confortante,
onde resguardo tantos tesouros não paupáveis, és meu inferno!

sacerdotiza do arruinado reino, irrevolvível,
matriarca de honrarias, eis tudo agora tão risível,
assassina de meu peito, que ainda me palpita,
vivente póstuma recordação, relembrar-te... me irrita...





Um comentário:

  1. seus escritos são fantásticos! Particularmente para mim, sua palavra é uma poesia que toca minha alma. :))

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