terça-feira, 22 de maio de 2012

Além à lei do céu...



tempestuosa aridez,
desfrutas sem compreender,
partir, longínquo,
é o que há de se fazer...
contra ti, estão todos,
é tempo de migrar ao sul,
bramir a melodia da solidão novamente...

de outrora, a canção, outra vez...
perscrutas, cantando, e sem ver,
sumir, oblíquo,
o passado deixado a morrer...
intermináveis modos
de perseguir o encardido azul,
do céu... o deserto jamais nos mente...

dunas rompendo,
e em asfalto cantando,
tempestade envolvendo,
areia sufocando,
deixando, assim sendo,
o horrendo legado,
tratado do fim;
um exílio sem mim,
suas celas meu nome ostentando,
espiritual miséria
confiando
somente
a semente
do verme
no cerne
dum eu tão livre,
logrando
ligeiro,
postergando
o nevoeiro...

...a despencar!
sem ouvido ser,
a desolar
quem permanecer!

se devorem as bestas!
ao soprar do ar, pragas rogando,
abandonar... terras tais, vís e agora infestas,
o que resta, a mim, mochila atrelando...



Partir quando não se tem mais escolha, postergar toda essa gente vazia, mandar todos ao diabo e correr a rumos jamais conquistados... romântico?! não! apenas o que todos deveríamos fazer. o mundo só é o mundo por isso, e devemos tanto a tantos, "cabeças de vento" que não se submeteram a um vago conformismo de uma vidinha infeliz... sejamos todos livres! LIVRES... ... ... ... !!!! independente do que for, jamais deixe que alguém lhe imponha conformismo, que lhes barrem o ir e vir, que desfaleçam o anseio por algo sempre maior...

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