terça-feira, 22 de maio de 2012

Quarto filho




pois quarto filho sou,
pelo Belzebu jurado!
e os três outros me molestam a calma,
com veemência, pedindo pra eu descer...

fetos mortos, malefício fiz-me, encarnado,
nos calcanhares levando,
uma demoniaca corja, de intento fracassado...
a vida toda vendo sombras quais sequer sei dizer!

eu não pedi pra viver!
me há um ensejo pelo outro lado,
décadas vís a sofrer;
currar um dia, tal escória de deleite canalha!

jamais ansiei, pois, ser,
um bom tolo subordinado,
nem vez alguma pude me crer,
por qualquer ídolatria vã, prostrado!

deus de mim, minha própria forca,
solidão, alento... treva, a força,
antípoda, de uma peçonha ao todo,
à insana cretina noite, esse é meu modo.

escurraçar demônios estes, sangue-sugas,
humanos vampiros, à parede adentrados,
cuspir-lhes à face, em pesadelos projetados,
por estes tais boçais de formas vulgas.

e que se foda o cretino cramulhão,
como também quem lhe faz oposição,
ao inferno os devotos de toda vaga baboseira,
eu anseio apenas, luxuria, anarquia e bebedeira!



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