terça-feira, 22 de maio de 2012

RETORNO



sombra à noite,
soturna penumbra,
perspíquo assombro,
um sujeito se oculta.

se trança à treva,
silhueta esguia,
ligeira, sombria
sinistra figura.

preconizam arcanjos,
arranjos de outrora,
o volver no agora,
desta noite macabra;

se abra a porta!
dum confim de meu eu,
horror lhe a bateu,
torpor se abateu,
chapéu
recolheu,
a chuva cessou,
o vento calou;
um corvo gritou...!
turvara-se a tenra treva trilhada em lampejos,
luzindo lívido e lastimante
desvário,
perante
o instante
dum fraquejo
deparado;
mui suposto
extraordinário,
entreposto;
meu rosto...
eis, pois, o que vejo,
retornado!



Inicialmente tinha intitulado esta de "Monstro", mas realmente... a verdade é que esse poema me saiu do nada, e eu sequer havia pensado num título, então de última, renomeei ela, creio que "Retorno" se enquadra melhor rsrs...

Créditos da imagem: Chris Mars, os trabalhos desse cara me fascinam kkk

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