domingo, 17 de junho de 2012

Detrás a lei





você pode avançar em mim agora?
seus faróis se apagaram, sozinhos estamos,
desarmados, corpo a corpo, frente a frente,
não há como gritar na sua redoma de horror,
desacato, afrontamento escarrado,
poder abusivo, fora o seu descarado...

que pode você fazer agora, senão rezar?
o presságio de que algo ruim está por vir,
onde há lei alguma, armada, a intervir?
pelo correto nem tu vieste a acatar,
caído à soberania da ordem,
qual sequer consegues compreender!

parecia tão divertido não é?
ser poderoso, mirar, mandar,
se crer maldoso, e poder bater...
desarmado emboscado, apelando à fé,
isso é sangue, por sua boca a escorrer?
isso é uma criança a querer gritar?

mentira! mentira! é tudo uma mentira!
a vossa lei... é a de quem mira e atira!
lembra daqueles olhos, dentro às janelas?
eles estão furiosos, não se esqueceram,
vislumbra o enxame, livre às celas,
fita teus comparsas, se lhes socorreram!?...



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