terça-feira, 5 de junho de 2012

MAÇANETA



eis que numa casa,
pois, mui distada
e com a porta, tão bem trancada...

contemplo a maçaneta
se mover,
sem ninguém por esperar,
ou alguém cá, conhecer!
violento
é o movimento
me aterrando,
madrugada
se agoira
e agora
alí, afora,
há algo se irritando...

escuto ruidar o capim seco,
explode a pancada,
janela adentro, o eco,
madeira estremece,
redoma assombrada!
será o momento
do fim, ar viciado,
aturdidos
sentidos,
fito um metal prateado...

... rompendo
a barreira!
marcha
cardíaca,
insana,
acelerada,
inebriante,
demoníaca,
é a voz
gritada,
o suspiro
terroroso,
- inumano,
o pavoroso
rosto
suposto
à enervada agonia;

trementes mãos
de uma faca provida,
aguardam o instante,
de aqui ser rompida...

se estoura a barreira,
expande-se o grito, esvoaça a cadeira,
encima desta aberração,
a esfaqueio, a desarmo, lhe rogo a pior maldição;

sem saber exatos por ques?
ligo o motor, antecipados arranques,
correndo distante, reflito apenas, horrorizado,
estivera eu certo, do que houvera do outro lado!







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