quarta-feira, 6 de junho de 2012

O encapuzado da máscara de ossos







sangue derramado,
mais um corpo deixado,
dentro às relvas, dos capinzais;

perturbadora cena,
um infeliz que condena,
novamente tal macabro mito, às proximidades locais.

rememora
esta noite,
a face horrenda,
do inferno, a fenda,
o semblante
perante
o agora
do açoite,
cruel,
brutal,
o mel
do mal,
como a morte,
amarga, sangrenta,
profundo corte,
qual lhe sustenta...

... um credo maldito, à eternidade profunda,
noturno intenso disturbio nefasto,
se parte o crânio, à faca imunda,
concebido absurdo, ante este pasto;

testemunha à vilania do retrato oculto,
eloquente olhar incontrolável,
detrás tão sinistro e negro vulto,
encoberta encapuzada besta, imperscrutável;

portando
macabra
máscara
de ossos
humanos
composta,
colando,
fragmentos
de faces
amadas...

em prantos insanos, temendo a morte,
vagando vencido, intentando ser forte,
levando consigo
à sua imortalidade,
parte do amigo,
em devotada piedade.





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