quarta-feira, 20 de junho de 2012

Pelo menos eu sei que não foi em vão







sirenes distantes, merencórios ares,
os carros, estão afoitos,
e nós aqui, sós,
querendo morrer,
com o nome da noite num papel...

... desconhecendo esta, requisitada,
incertos, às mãos dos céus, famigerada,
cigarros, bebidas, ventos gelados,
maturas lágrimas,
de quem ainda nada viveu!

sejamos fortes, até o findar do espetáculo!
as marés, ostentam enfeitiçante calmaria,
aperto ao peito, afago à agonia,
não mais vê-lo, depois de ter tanto esperado!...

em esquinas estorquem arcanjos,
com espadas de labaredas invencíveis,
à retidão, da temível senda intransponível,
costumava esconder meus demônios debaixo da cama;

...e acreditado, poder ser um dia melhor,
desconhecendo o horizonte além do azul,
e a temer o decolar das andorinhas pro sul...
ensinaram-me a odiar quem soubesse o segredo;

o nome da noite, me horrorizava,
a magia das estrelas,
a távola das constelações,
o negrume! o negrume!
oculto, a não brilhar!

os abominava;
os desconhecia!
lhes segregava,
voar eu queria!
sentir maresia,
dizer elegias,
ser bom sem temer,
ser mal pra descrer,
ou mau se eu quiser,
de vós distante,
com voz errante,
onde for pisar!

oh, pai!
não é o céu um celeste tesouro!
oh, pai!
por que não encontro mais sentido...?
oh, pai!
qual o motivo desse sangue ao chão?
oh, pai!
por que ainda tanta abominação?!
oh, pai!
eu temo, a terrível eternidade...
...oh, pai!
nada sinto, proferindo teu nome!

venta
à volta,
tenta...
solta;
o terço
ao vão
do chão
do pier,
no berço
do céu,
se perdeu,
com o que tiver...

caminhando...
em praianas noturnas singelezas,
onde abraçam-se anjos, demonios,
de aterrorizados semblantes,
como infantes, diante dum monstro;

eles não queriam ouvir,
o nome da noite,
a magia das estrelas,
a távola das constelações,
o oculto, a não brilhar!


Nenhum comentário:

Postar um comentário