terça-feira, 19 de junho de 2012

Vingança




mirar repentino, à frente estão!
sozinho estando,
a parede é cruel!
pior que o céu
afora, tempestade esbravejando...

possessivos pensamentos,
tomam-te como toma um crente
uma cruz,
espírito reduz,
num incontentado sedento inclemente.

não se trata mais, de vencer ou superar,
tampouco o universo por sí punir, deixar,
você quer sangue, prontamente,
e é o deles, dessa gente!
por dentre os punhos, a escorrer;

clamor raivoso, animalesco,
se passam os dias, cada vez mais dantesco,
abismal, agravado,
do inferno, o atestado...
como se agora importasse...

persegues em mente,
alodaçado em rancor,
que a bomba aumente,
custando quão for...
puxando o pino à granada pulsante;

o tempo é tortura,
esperar, uma agrura,
não há moral que entenda,
ou condenar consiga,
apenas aceite, algo maior que tudo instiga!

pisar em cabeças,
tocar o terror,
desimar-lhes as peças,
do jogo, rir-lhes o horror,
o ensejo, tua elevação espiritual...

como prêmio a obter,
mérito individual,
volúpia sem se ater,
a deter, coisa tão primal,
barbária cega, descontrolada ainda à mesa;

infectado no amargar dum consciente,
arraigado em algo mais profundo,
se exalta o espírito, de repente,
destruir cada rato imundo...
a esperar, em penumbras chuvosas, vespertinas.


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