domingo, 8 de julho de 2012

Alma de Metal




vislumbre da noite,
em nostalgia...
guitarra soando,
e tocando,
eis um disco antigo...
metalica sinfonia,
elegia,
à juventude
passada,
como que presente
e imortal
sincera,
tão leal
àquela
era,
onde era a vida
de maneira, mais singela.

partir d' encontro,
ao afronte, co' o agora,
breve deixá-lo,
diárias batalhas travar,
ter de ir embora.

ainda sim, de olhar pulsante,
melodia gritada, detrás o semblante,
em discreto sussurro
ao pegar
a estrada, - avante!

de calça rasgada,
e cabelo comprido,
meio que bagunçado, ao rosto caído,
e assim chegarei,
sou meu próprio rei, nunca houvera morrido.

e jamais se há vendido,
a essência, dum não rendido,
- quem dissera isso possível ser?!
roupas negras, uma banda, talvez, aludindo,
bracele de espinhos, corrente a bater...

não é grana, não é fama,
nem um drama, o que se quer,
nem corcéis, ou mansões,
ou o falso olhar duma mulher,
- é ser pra si alguém além do alheio ver!

desdenhando o vitimismo,
futil imagem, quer que morra,
junto ao padrão, de otimismo,
tanto faz ser bem aceito,
pelos demais dentro à masmorra.

ao medíocre despreza, se afasta,
se for, que seja então sincero,
um sentir, a ser sentido por inteiro,
incessante incontentado,
dentre trevas, de rosto fechado,

enérgica forma,
de louco vivente,
seguir cuja norma,
de mostrar
quem é seu ser,
provar
que cem anos
se passem, quiçá,
e não há
isso de mudar,
ou morrer,
- quem sabe esconder,
porém,
jamais sujar,
tampouco se vai corromper.





Fiz esse poema enquanto ouvia uma disco bem antigo que eu não escutava faziam tempos, quiçá dois anos, Steeler - Undercover Animal. O que eu penso é que fiz esse poema de certa forma aludindo uma das coisas pelas quais mais me identifico, e eu nunca o tinha feito de maneira tão explicita, na verdade. Não me importo com os que possam vir a falar dessa poesia, seja quem for.


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