segunda-feira, 23 de julho de 2012

Livros





ainda ousa você me indagar por que os leio?
afrontado estando,
às portas dum cenário caótico,
num descontrolado vislumbrar,
a contemplar, devoração tremenda...

nada me intimida, num insão rodeio,
absorto divagando,
ensimesmado, exótico,
parado, a subjulgar,
recordando quão vasto pétreo é meu pedestal,

montanhesca
senda,
colossal
lenda
feita
em dor,
sou eu!
no irreal
forjado
ao real
calcado...
ser não ser;
- meu clamor!

certa vez, me questionara alguém,
senhora envolta em vai-e-vem cotidiano,
"sequer existe, o teu mundo, em que permeias!
é ele algo assim, mui além,
'á quem', do que se possa plausível alcançar."

... ele é, dentre outros cem,
vislumbre sem centena,
assombrosa arena,
de gladiadores desprovida,
a equação, que resolvida
explode em mil centelhas,
como abelhas, em investida,
sem razão, ou palco, a gladiar,
a armadura sem ferro,
em todo alcance, a ferroar
ferrenho, a forjar,
visceral nascido, ferócito berro;
um enterro, a boas vindas dar!

o morto volvente, chutando a porta,
um torto presente, a vingar a maldade,
sádico escarrando ao semblate da tortura,
algo infante, a vencê-la, em lisura...

à frieza, dum soturno grifo ao castelo,
imponente, ao desvelo incomensurável,
solar celeste cântico infindável;
mirando longínquo, ainda em leoninas patas.

não é um mero dislumbre, cá presente,
imenso livro carregar,
eis-me aqui, com a confissão de verazes heróis;
o umbral sem trincos,
a escadaria, a se subir cadente!





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