sexta-feira, 31 de agosto de 2012

BRUXAS




sortilégios calçadas consomem,
devoram lascívios almas em ruas,
derrocam-se impérios de preces cruas,
à santífica fragrância de corpos queimados.

feminís espectros vagam vagarosos,
vingança é a volúpia, breve vigente,
não haverá sequer um crente,
que não irá visto espetáculo pagar...

há de cada ser vivo arcar,
nesta podre terra de maldição!
retornadas do inferno,
num abismo de horror e carvão,
o incêndio negro do crepúsculo
arderá tão eterno
quanto será o terror de vossa visão!

violentos gritos, negada piedade,
negligente indulgência,
eis de pé agora a legião,
tão negra de fuligem,
ódio e dor, a assemelhar-se à aberração,
sujismunda injustiça,
volveram todos, a buscar a multidão...

corja de condenados,
guerra declarada,
humanidade recuada,
sem fuga, por quaisquer lados,
eis do mundo um dia, o retomar,
em teus destroços
de perverso sacro império...

maquinário ardiloso, do impropério,
tem vós, a crença de nos ter aniquilado?
à crença deste plano, a magia desimar;
tens vós, certeza, de realmente ter nos caçado?!

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