segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Carro vermelho


caminhando noturno, ônibus a esperar,
eis que o silêncio, dum clima frio me alastra,
trementes rangem os dentes, e eu trespasso,
uma erma esquina, no ponto a chegar.

o carro vermelho, me segue,
lentamente posso observar,
contínuas paradas, seguidos arranques,
me cruzara abrupto,
tentou me atropelar...

meia volta, o retorno,
está em torno
de mim,
e cá eu sou o alvo,
num sóbrio confim!

e os faróis se acenderam,
tal é a situação,
suas rodas rangeram,
cativam a diversão,
dum demente maníaco
à minha direção;

que criatura perversa, ali estaria?
por que o mal me quer?
de quê será a valia?
de quem inimigo sou, sem saber?

me avança, a fera de lata,
e late, ao se estraçalhar
num poste, quando esquivei,
e então, sob o terror
pudera eu constatar...
não havia ninguém,
detrás o volante
a querer me matar!

[certas vezes...
maus espíritos, gostam de brincar...!]



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