segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Ego Bomba





aquilo que sou, aberrante talvez,
num narcisismo doentio e restrito
à tez
minha, qual exibe silhuetas de depressão,
ainda concerto desinibem-se à prisão
do sorriso
irrisório,
liso
de merda, auto-contraditório.

psicóticos, vermelhos tornam os olhos,
espelhos de entulhadas mágoas,
de fardos,
de dardos,
de pardos
vidraçais,
e chacais;
e boçais;
de vadias,
e débeis mentais...

não mais sei se sou eu mui arrogante,
e descreio tê-los feito um mal horrendo,
tudo sinto pouquíssimo me comovendo,
agora em que a solidão é visitante.

e a quem creditou até tu' alma,
levou-te à tristeza, sem notar,
por vicios teus, caíra em prantos,
mas, no entanto, no pior momento, se pôs a largar.

e a sorrir pobre diabo,
diria um tolo, "tudo bem!'
e a encobrir um chute no rabo
eis a farsar "vai se ferrar!"
em seu espírito a dar cabo,
sem a pachorra de dizer,
quão mal lhe feito fora, e a há de fazer...

não há porque se importar,
não há porque entender,
sejeis forte simplesmente
pra ser possivel combater;

o ser comum que habita em ti,
um mais um dentre os contentados,
se desvendar dos condenados,
rebelar-se como humano.

eis então, que lhe detestem,
ignorem ou contestem,
ser por si seu eu sem dó,
ser assim, fiel ao ego.

ser mortal, carnal,
isento de plástica moral...
ser letal, ser imortal,
ser como fogo de palha sem sucumbir.

no agora, o levantar,
o reagir, o recobrar,
nos vem o elogio, hipócrita;
- oh espelho... àquela face que irrita!
dizendo ser de grosseria,
escutar o quão temia...
figurando-me um monstro,
grosseiro e insensível,
vermes... vermes malditos!
nada mais merecido,
que a praticidade de um insulto.




Nenhum comentário:

Postar um comentário