sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Motosserra





atormentado,
em jaulas de decepção,
acorrentado,
numa paradisíaca prisão,
por sangue cingida,
o meu no chão,
não sei se matar eu quero,
ou se anseio chorar,
a facada, o afago,
ainda ensejo matar,
tentando sonhar
com algo melhor,
a livrar-me à dor...

ensandecido primata,
semideus rechaçado,
que do inferno expulso,
faz da Terra purgatório
cristão,
eis a mão,
a cerrar,
eis o punho
a socar
de madeira, a escrivaninha,
cuspir iníquas faces
à própria mente doentia.

não é isto esquizofrenia,
jazendo cá estou
em fúria qual não se sacia,
terrível distúrbio;
a motosserra da oficina
será a mesma da delegacia...
quando de noite ele sair
é a criança, irá brincar,
demente a inibir
seu mal de o curvar,
no baptismo do elixir
narcótico a esterilizar,
exorcizar
demônios tantos às ruas.

máquina de crueldade,
vaidosa vestindo máscara;
sedento morcego, por morte,
homicida brutal,
o escuro
temendo
em ópio de solidão,
retalhando
o apuro
à química aparição,
quimérico
absurdo
a destemer condenação,
volvendo
ao dia ver,
pra poder, sorrisos tantos dadivar.






HAHA!!!!...


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