segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Um sanatório de 1920


gritos do vácuo,
vultos horrendos,
espectrais figuras,
no branco abandonado...
um corredor assombrado!

casarão invadi,
fecharam-se as portas,
trancados, meus gritos
se inibem às paredes
em pedaços caindo...

de tortura, instrumentos,
contemplo espíritos,
me arremedam à loucura,
o arrepio me invade;
um temor me consome!

atormentados semblantes,
fantasmagórica insanidade,
o deslindar da loucura,
arraigada em minha mente...
oh, eu sou meu delírio!

alucinação de mim mesmo,
patéticas perturbadoras cenas,
as fito, a esmo,
o vazio em minha mente,
é o mesmo dos quartos...

eu vago disforme,
sem tempo, espaço,
nos passos, que eu traço,
agora, eu sou mais um deles,
aguardando meu definhar.



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