quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Gnomos






contempla as árvores,
o vento sopra, sopra mil vezes,
eu posso lembrar,
das velhas histórias, de seres mágicos,
que contava-me
quando eu era criança,
os gnomos que disse meu pai,
e eu podia crer
vinte anos atrás...

quando eu ainda era criança,
eu não sabia o que é lutar,
sem temer quando deitasse,
na escuridão podia dormir.

então, me ensinaram a marchar,
eu aprendi a obedecer,
me ensinaram a crer em homens,
soube então, o real poder,
um tanque no comando, a esmagar,
deram-me um porquê pelo qual morrer.

e eu que cria em ouro,
no final de pontes de céu,
agora via, a terra tão vermelha,
por uma riqueza que parecia fel

e eu, que confabulava outras visões,
e as pintara em vivos traços,
lhes condenaram ilusões,
a admirarem-me, tantas marcas de estilhaço.

quando eu ainda era criança,
eu não sabia o que é lutar,
sem temer quando deitasse,
na escuridão podia dormir.

e agora, ainda vejo as árvores,
e contemplo os ventos vezes mil,
deitei com culpa, sem querer,
e acordei, a esperar,
uma vez mais, uma vez mais,
não uma ventania, fria, hostil.
ou o delírio de alguma bebida,
consumindo vivos restos, tão febril...

quando eu ainda era criança,
eu não sabia o que é lutar,
sem temer quando deitasse,
na escuridão podia dormir.

então, me ensinaram a marchar,
eu aprendi a obedecer,
me ensinaram a crer em homens,
soube então, o real poder,
um tanque no comando, a esmagar,
deram-me um porquê pelo qual morrer.



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