domingo, 30 de setembro de 2012

Um mago, a princesa e a torre





muito me vejo em ti,
nisso não paro de pensar,
sinto a pressentir, contemplar,
a ideia de dever ter lhe conhecido!

um mago, uma princesa, a torre,
aqui estamos, permita-me entrar,
o feitiço da distância,
somente o pensamento,
é incapaz de barrar,
por enquanto
o encanto
entre nós
maior é,
se opôs
à maré...

quando nisso penso,
bem venho a me sentir,
eis meu tal poder intenso,
não será algo, a me impedir!

impressões, de já tê-la visto,
sem aqui eu jamais ter estado,
sem medo, tão cedo
vou ver-me vivo novamente.

talvez...
possa a magia gritar,
o espaço quebrar,
e chorem as estrelas,
se entusiasme o mar,
quem sabe, vejamos o luar,
de angelicais feições belas,
sob águas de noturno verão,
e montanhas no escuro
nos tornem-se nítidas...

generoso seja o tempo,
mestre cura,
livraria infindável,
cruel belo cursar,
mágica estrada,
a torre a esperar,
o pensamento a pedir,
lá está ela distante,
não por milhas muitas
cada ideia, mais um passo.





























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