quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Mortos Vivos








































madrugada obscura, assombrosos presságios,
detrás vitrais, aludem luzes lá fora uma multidão,
travesseiro afago, anseio baderna esquecer,
quando batem-me à porta, recolho-me a ver;
se movimenta a maçaneta, hesito à situação,
coragem impulso me fora, assustadora é a feição...

consequência dum destino sem perdão,
repentina brutal, mortal invasão,
vindoura legião, do inferno arrastada,
por cérebros famintas, não distinguirão,
genocidas, pacifistas, dentre a manada,
devoradores do apocalipse, devotos da infecção;

mortos vivos marcham em ruas,
e não haverá ninguém para os deter,
no quartel, generais foram mordidos,
somente esperam lhe alcançar!
balas não tombam falecidos,
bombardeios, ao mesmo tempo, irão todos levar!

abominação epidêmica, juízo final,
embranqueados olhos, sentença imortal,
arrastada vivente morte, terrorosa perdurada,
preces pisara finalmente, a carniça rebelada,
obstinado marchar dum rebanho ostensivo,
sobre a Terra, a nova ordem, dum povo escolhido.




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