terça-feira, 16 de outubro de 2012

Perversidade



























perante tua face, assassina fomentada,
adrenalina ferve, numa cadeira atado,
talvez possa eu, isso tudo descrever,
não é somente ódio ideológico.

cerradas luzes, luminária apenas vemos,
me escorre sangue, corte irrisório,
risonho semblante teu, de quem cartas define,
a charada de uma criança perversa.

serpente que observa, destemendo envenenar,
fome frente à presa, cativa-se proposital,
inebriada à renuncia num brincar, terrivelmente,
se vinga sem causa, encarna ímpio mal.

atrozes frases em sussurro, lentamente,
aterrorizantes gestos, em afirmação,
torturas minha mente, teu confortar,
confrontar amarrado, em fracassada reação;

em mergulho, tão facilmente é perscrutar-lhe,
inevitável augúrio, em tu' alma feito breu,
pupilas tuas, como um negror as vejo; abismo,
despontar num pesadelo, em noturno céu.

dum elo, alicerce, à tenebrosidade pulsante,
rubra raiz, pelo atroz jazendo ardente,
perversos ouvidos, para sinfonias de dor,
um contemplar displicente, deleitoso furor...

um gritar que alma apazígua,
tirana vilania... bacia d' agua fria,
um fio de cobre, sobre esta camisa de força,
o frio dum pobre, terror que sufoca;

cautamente em lentidão a observar,
delírio, e poder, aliados à solidão,
não há vida valente, ausente é o remorso,
sem ódio, desprezo, é apenas diversão.

ingênua intencional maleficência,
eis o plano da noite, facas em evidência,
de tal regozijar um findar, que não pensado,
somente vivo valho, com um suicídio, atrapalho.



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