sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Abominável Festejo






















criatura bizarra, à calmaria da rua,
mais um expulso, mais um desdenhoso,
aparente sorriso cujo, oculta ódio natural,
enseja socialmente pisar-lhe a cabeça,
num poste encostado, uma musica agressiva,
consigo carrega, aprazerado, seriamente escuta...

e mais se agrupam, logo a matilha,
mas alta se torna, a destruição sonora,
no espirito, um sentir de ebulição,
agressiva alegria, ainda que contida
sutilmente emerge estranha inquietação,
movimenta-se, ansioso não mais pode parar.

estasiar em espasmos, cada segundo explodindo,
metralhar com todas as armas,
o insultar de todas as palavras,
descontrole febril, rasgar de grades,
cativeiro tomar, derrubar, destruir,
amarras romper, algozes agredir, assim se sentir!

morreu a calma! um festejar naturalmente visceral,
incontido, cada redoma sofre seu cruel destino,
cada canto, se incendeia, de algo descontrolado,
indesejado alento... apenas mais intenso!
gritar de raiva, divertida expansão... mais forte!
tudo desmorona, não há de mais nada um lugar.





Nenhum comentário:

Postar um comentário