segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Carvalho Triste



























certezas; nenhuma, mágoas; folhagens,
que de infindáveis, fiz-me carvalho milenar,
tronco podre, toco triste,
à solitude duma altura à qual temo...
e contemplo os pássaros migrantes, evitarem...

esperando o jamais retornado,
peito ferido, moribundo apunhalado,
sangrado sem rubror,
como podem alguns seres,
causar-nos tanta dor?

triste final, queria o céu,
fiquei no breu, aqui...
é onde posso alcançar.
raios, trovões, pesadelos,
sentido estou, creio cair,
imponência balançar, raiz ruir,
noto-me assim, nódoa de desespero,
exaspero, assusta floresta inteira;

realmente,
assim sou rente,
não mais crente
de final feliz,
sempre triste
história, pois,
contar eu quis,
mas e agora, céu?
que serei eu?
próximo a ti
firme ateu,
réu
de
mim,
sim
de
fim,
confim
contemplo,
exemplo
eu, templo
dum morto
amor mordaz,
mistério fez...
descanse em paz.
descanso também
se for eu capaz.

sílfide andarilha, foi-se à milha
mais distante, qual nem posso enxergar,
desprendeu-se, me deixou,
não mais em mim, esta a habitar,
sinto morrer,
percebo-me em madeira rija,
ver meu coração se converter...



Não, esse poema não faz alusões ao anterior "O que Fadas Contam". é só um poema corno de desamor mesmo... hauehuaheuhauheuhauhe


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