segunda-feira, 26 de novembro de 2012

O que Fadas Contam





























pomposas poltronas,
alegóricas douradas,
infernais lobos trazem,
em robustas costas,
couraças de pelos
reluzem em cinza e marrom,
reluzentes damas, sedosas asas
ostentam, e proferindo-me o tom,
de anjos escribas, destinos rascunhando;
descem-me à postura, fitam-me o olhar.

latitude estática, matronas de sonhos,
despertar de infante alegria,
dentre sombras, visionário,
dadivam-me a paz de poder seguir,
lutar,
à queda... oh novamente emergir,
perscrutar,
alguns confins mais antes da morte,
rir-me cínico amarelo, perante à sorte.

festejo de ápice, solfejo de ação,
aspereza em pesadelo,
agora doce horizonte, novelo
confuso frenético,
assim anseio, não posso parar,
tampouco me libertar,
tenho de agir, ir, enfrentar
correr, sem trégua,
sem mágoa
um fogo sem água
a lhe importunar;

dum homem comum, a placidez,
para nós, é um triste final,
nascido em batalha,
é sempre a nossa vez,
diante um vislumbre crucial,
sem espada, apenas espírito,
marche aberto, abrace que vir,
um atirar-se à loucura,
o beijo da surpresa, a sorrir...
nada eterno perdura,
é hora de aprazer-se no começo do fim
do inicio do sempre,
livre queda em nuvens, sem pousar,
o sentir dum verso, ainda não lido...


A vida é preciosa demais, para se ter medo de arriscar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário