quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Trovoada Vindoura















































pela janela, o anuviar contemplei,
uma chuva vindoura, tormenta,
cairemos nós, sob cujo mirar, soprar...
fiquemos de pé, num abraço, busque tentar!

queria ser, por ventura, fortaleza,
de ti, aqui, distantes num só,
mesmo sua fúria, não irá nos deter,
nos descobriram, os soldados da trovoada.

avermelhadas figuras de espadas,
finos semblantes, metálica forma,
elétricas aparições, de mágicas guardadas,
secretas dimensões, furiosas, nos procuram.

espetáculo, vislumbre apenas,
dilúvios de extensa destruição,
fique aqui, iremos até o fim!
retumbam o partir à escuridão.

num momento de sedento afago,
tua pele sinto, proclamo o inferno,
será assim o destino, eterno,
alento, pois tu, comigo trago.

mar de flâmulas, em terra ardente,
não fomos bons, será tal o preço,
irei em teus braços, morrerei contente,
durma!... o despertar nos irá legar um paraíso.

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