quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Casarão Maldito































deparado à escuridão,
treva encarnada
em assombração,
macabra face
veio a me mostrar
dita famigerada maldição
num encontro mortal
nefasto a conjurar,
meu suposto pendente
destino de condenação...

usurpada a minha mental calmaria,
arde em negras rezas involucrais,
evidentemente trevosa energia
anuvia-me em torpor
perturbador, quase letal,
certezas turvas tornando
ao vampirizar
meu corpo desatinado
dentro de um viciado ar,
sanidade
sufocando,
detida
controlada
mantida
praticada
em cada
breve
segundo
que atreve
passar
no qual me empenho
em forte prosseguir,
dentro deste estranho
casarão,
espirito em banho
de tensão,
que por ventura
vim eu descobrir.

conhecido pavor,
percebo o luar,
brilhante misterioso
a maré enraivecer,
tento rezar
sem boca tremer
dentes ranger
até doer
e eu escutar
o estralar
de passos,
vindo-me em direção,
sem poder me mexer,
e eu lhe contemplar...






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