quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Devotos dos Ácido































excitados pensamentos, sedentos confusos,
na alegria entorpecem-se, letárgico turbilhão,
espaço-tempo, delírio, lógica em colisão,
necessária torna sendo, dita nova sanidade,
em explosões de cores,
fulgores
de intensidade
cada vez mais breve,
introjeção de realidade,
no abstrato, cada mais se atreve.

coesa, confusa loucura ingerida,
adrenalina no sangue,
da alma, alimento,
vento
de furação,
propulsão
de pensamento,
ápice de explosão
dum cérebro em movimento,
tão veloz,
assustador,
acima do céu,
que a voz
no ardor,
lhe rompe o véu
negro
do imaginar,
me entrego
num mergulhar,
sem volta parecer
em um padecer
no eu.

sombras de um mal sonhar,
pesadelo, mil faces de um ardíl temor,
paredes pespegam, te pegam no horror,
te pregam, entregam, o descortinar,
do descontrole, desconheço escapar
desta enchente insana de torpor.

vício à loucura,
paranoia descabida,
visão concedida,
cada vez mais se apura,
segue a dormir,
grito vem lhe chamar,
quando teu nome ouvir,
tenta escapar,
como animal ferido,
eco permanecido
faz em perturbar,
subordinando,
atormentando
um vencido a precisar...

dosadas carícias, de química fantasia,
abençoa-me no quanto lhe posso eu pagar,
a corda no pescoço, irá me cobrar,
tardia, ou do quão mensuro, mais cedo,
batendo à porta, um demônio do medo,
rememorando-me seu prazer à miséria.




Não sou falso moralista, a ponto de dizer que recrimino as drogas ou penso que quem consome necessariamente é um vagabundo, incapaz, ou coisa do tipo, pelo contrário, minhas maiores influencias literárias, artísticas e musicais se drogavam. Esse poema é um retrato do que aconteceu com muitas pessoas, mas não necessariamente tiveram auto controle o suficiente pra administrar o quer que fossem que estivessem embarcando. Particularmente não mais consumo isso, já sou demente demais em meu estado natural rsrs



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