segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

É o final de nosso tempo?





























tomo em posse, da xícara o chá, sacro vapor,
hipnótico vagar, dum encanto de madrugada,
cerimonial, como exala o mistério da nostalgia,
um frio às entranhas, um sem saber por que.

só, a noite vazia, um sentir-se dentre a multidão,
a loucura de um silêncio que grita suspiros,
reticências que intimam dizeres de pronto,
um estrangeiro que desconhece o idioma de si,
noites de verão incessantes, de anseios,
isto me habita, um redemoinho de confusões,
difusões causando, tornando em um algo palpável,
cujos detalhes explodem nitidez à perspectiva,
o descobrir de uma inevitável surpresa vindoura...
que de certeza é esperada, como sendo o que é.





Uma prosa poética, não as considero nem fáceis nem difíceis de se escrever, simplesmente escrevo quando não quero rimar, ou quero fazer algo mais direto. 



Um comentário:

  1. Foi sobre este poema, ou melhor, nesta prosa poética, quando postado no Facebook, que me referi a uma saudade do futuro... Belo... muito belo... Sempre despertando profundas sensações!

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