sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Fantasma Lunar


























por vazios errante,
aberrante solidão,
ressentido, foi um confessor
àquela no breu prostrada,
noites tantas, sem dizer,
a que sozinha enxerga
a enseada...
em tempos atuais
depósito de radiação,
cadavérico sem fenecer,
num brado, a decepção,
para um sobrenatural perceber
em cuja distante ocultação.

suspiros num jazer sepulcral,
flutuar
de um miserável exilado,
transformado
em assombração, num vagar,
envolta
em negro manto, maltrapilho,
se escolta
em seu cajado, ao empecilho
de crateras
caminhar,
contemplando o sempre,
aguardando seu findar.

locais onde é incapaz o sol de refletir,
e sequer mensuram seu ir-e-vir,
rouco falrar de hermética maldição,
um perpassar arrastado à corrosão,
acortinado espectro que incontável
tempo perdura, no vazio desconhecido,
andarilho do anoitecer incomensurável,
que nem mesmo à noite, é confundido.


Um pouco de Ficção Científica, com Ocultismo num poema um tanto que surreal, ficou interessante, a ideia n é desenvolver mais do que isso, mas fazer uma contemplação dessa cena e das impressões subjetivas que elas vão causar em cada um. Espero que gostem. ^^ Tava com essa ideia fazia um tempo considerável. rsrs


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