domingo, 6 de janeiro de 2013

Fúria da Faca, A Febre de Fera






























agressão, à meia noite, em escura rua,
mais um caso, marginal, dura e crua
realidade, um ponta-pé,
ninguém não há, apelo à fé,
empala, a faca, indolor a procriar
mais filhas mortes, a vagar,
vagarosas,
num asfalto ensanguentado,
o silêncio,
desperceber dum assassino
fomentado,
mascarado dentre outras tantas assombrações,
eis a fúria do ódio,
ópio
humano, do vicio de matar,
uma sombra espreita,
um mensageiro do azar,
sem rezar,
sem crer, sentir;
algo mais, que sua sede alimentar,
sem dever a se cumprir,
misterioso terror que encarnado
marcha sobre relvas de breu urbano,
profano
caminhar,
um soldado do terror,
a sorrir quem por ventura lhe contemplar,
de sacada qualquer, de prédio algum,
espectador,
dum pesadelo sem acordar...

desmascarado, portador de tal semblante
desfigurado, tratado demônio errante,
febre de besta, fúria de fera,
furor de paixão na faca que impera,
sem lei
horrorizante
limites
destemendo,
impulso
predominante,
pulso
firme, incessante
impiedoso
inesperado
silencioso
aproximado,
imprevisível,
afamado
sem se inibir...

debulhar de portais do inferno,
o cair grotesco por dentre escuridão,
dantesco mirar do atentado,
adrenalina desprovida dum campo de visão,
negro infinito, mandado atirado
em livre queda, distorcer do interno
preso...
lacerado...
peso a outrem outorgado, motivo sem...

breve ressurgir de almas revoltas,
feições àquelas, que gradativa se conflagram,
psíquico arder, auto destrutivo, irracional,
jovem decrepitude, terrificante, visível espiritual,
fatídico despontar, de mundos em voltas,
as faces do abismo, furiosas que o esmagam,
cada dia, sem notar,
delinquente inconsequente
criatura que aprendeu recentemente, a matar...



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