quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

O Descer De Escadas Do Inferno


































pausadamente... eu estou caminhando...
num forte pisar sobre as pedrarias,
é escuro, desconfortável, misterioso...
inebria o breu, de suspiro viçoso,
alertaram sentidos meus, analisando
todo tempo, o que me envolve, solitário...

tumbam hórridas sinfonias tritonais,
descortinado desconhecido, desvendado,
desolando, num mergulhar pela força,
à legítima vontade, enlouquecido, imortais,
sombras de meu zelo, medo, agora agoniza,
entorpeço-me em macabra loucura, em teu lado;

trespassa o meu peito, tuas frias mãos,
tome minha mente, meu ar, dê-me,
dê-me o elixir negro de tua maldição,
permita-me isentar-me de meu coração,
frio gelar de rancor, a raiva de um animal,
punho cerrado, o converter de minha besta vampírica.

entardecer de possessão, depressão,
ingênuo despontar, às escadarias do inferno,
imaculado surtir, da insanidade,
enfermo, na alma, estou, em queda a esperar,
tão agraciador pesadelo, me engolir,
e então, vem o despertar, o despertar pra repetir.




Ainda não perdi aquela essência do que eu fazia dois anos atrás, no máximo diria que consegui evoluir em alguns aspectos, aprendi a deixar a coisa mais visual e ríspida. A arte é de Alain Mathiot, no começo do post. Espero que tenham gostado dessa que escrevi ai em cima, foi ao som de Black Sabbath - Eternal Idol, daí o verso "tumbam hórridas sinfonias tritonais..." ... o poema em si, trata de possessão, de  influência espectral, do desejo pelo inferno e o fascínio pelo mal incondicional. fazia tempo que não escrevia tão profundamente sobre isso, dessa maneira, nada mal pra quem se cria enferrujado pra escrever coisas verazmente diabólicas. kkk



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