quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Blecaute












































gritos...
sangrentos surtos;
indignas previsões de algum infeliz vidente;
agora no escuro, como demais mortais imploram...

fatídico;
enobrecer de fios de treva,
antes frágeis sob a luz que feita ausente,
umbral desvela,
e toda gente
apenas sente, displicente, postes estouram,
transformadores carbonizam,
cheiro de sede,
de sangue, paira o atentado,
cruel se desmede,
num mau pressentir negro... que preconiza;

coletiva histeria,
esganiçados berros que em becos ecoam,
em cada canto, parte; e destoam,
breve outrora de vago cotidiano,
o saber, de que tudo foi planejado,
blecaute armado,
bando esfaimado,
promíscuo bramir de falsas integras farsantes,
pensavam em salvar-se, em queda infernal,
em seus braços cedem, mensageiros do mal...
e diante à máscara da distração
emergem faces de caótica destruição...

defloram o silêncio, em temor, tão pacato,
que antes de raiva, convertido em temor,
assaltos explodem, violento impacto,
explodem em bancos, bombas, arranques de motor,
ônibus incendeiam-se,
muitos tentam se resguardar, no fundo se esconder,
escolhem outros rezar,
e em verdade muito que fazer
em momento não resta,
o inferno se empresta
da terra pra arder,
e em chamas, cidade eu vejo,
desespero escuto,
do pesadelo almejo
poder
acordar...
inumeráveis mortes se ouviram dizer,
maioria escutei confirmar...
e cada vez mais eu vejo acender
luzes de horror em todo lugar...

gritos...
surtos;
num blecaute de horror,
mais e mais, silenciavam-se conflitos,
apaziguou-se tudo em torpor,
resguardei-me armado, em restrito
reduto, dispondo de algum gerador;






Nenhum comentário:

Postar um comentário