quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Evolução












































deslindada ao petrificar de longas eras,
um grito que emana desesperado,
enterrado, seco, inanimado,
o despertar dum horizonte d' outras feras,
o vislumbre do futuro inevitável,
minha querida, depois de tanto, a encontrei.

observe você mesma, o destino,
milhares de anos, depois, teu desvendar,
tu deitada, e a livrei de mortalhas, para ver,
desenterrada, fitei-a, em seu grito de pavor,
e logo após, nos encobriram espíritos imemoriáveis...
contemple a ironia,
vida e morte;
presente, passado,
vigência, e extinção,
ainda o mesmo somos,
uma mesma expressão,
diante a derrota,
desarmados diante à evolução...

símios, primatas modernos,
Neandertais contemporâneos,
no exaltar do vislumbre do estranho,
ainda pergunto-me; o que é evolução?...
e apenas vejo, a cada mais,
uma máquina quimérica
nos converter em parte da aberração...

resta marchar, caminhar à linha,
após em duas pernas, o que virá?
é proibido voar, em terra de deuses,
contemplar suas nuvens,
é proibido dizer, contestar,
no que nos diz respeito à lógica,
é proibido livre ser, sem sofrer,
gritar de ódio, também decretaram,
é preciso comer, é preciso lutar,
é preciso sobreviver, se render, aceitar!

eu não quero rezar,
crer, me curvar,
nunca mais enquanto viver,
apenas são maiores, por eu estar no chão!
sangue-sugas oportunistas
no valsar trágico da evolução,
são apenas mortais,
nos condicionando ao inferno!

escravagistas morais,
feudais,
chacais,
vermes,
animais,
filhos da puta miseráveis regras ditando,
somos escravos de vossa moeda,
devotos de farsantes leis forjadas,
que em demasia de árduas, nos retrocede,
cada mais, em bestas pelo desespero tomadas,
somos vítimas da repressão,
pelo direito de poder sobreviver,
não temos voz, nem expressão
se isso não lhes conveniente for,
apenas adoecidos, em torpor,
aprendemos a rir satisfeitos, envoltos de horror,
gratos orgulhosos, diante causada dor,
manipulados, indiferentes,
migalhas nos subornam, para contra ninguém se opor...

escassez, verazmente evidente,
a cada ano a se passar,
vez e mais, é difícil se manter,
quem dirá, por ventura então se rebelar?!
se libertar
de tantos bastardos,
até o limite do insuportável,
chegará o momento de matar nossos líderes,
suas cabeças significarão liberdade!
chegará o momento de derrubar estes deuses,
e ensinar-lhes o que é humanidade!
chegará o momento de erradicar os crápulas,
e mostrar-lhes o que é real impunidade!
chegará o momento de reconstruir o mundo,
pelo caos, o dizer da mão cansada,
o açoitar vindo do escravo,
gritar de algoz de quem apenas soube apanhar!









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