quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Motosserra











estraçalhadora lâmina giratória,
ferramenta de bom uso
desprovida de glória
de madeira roer,
serragem espalhar,
sangue só soube saber
ver, em mãos de quem decidiu exterminar;

insignificantes dez minutos,
antes que pudesse a policia chegar,
suficientes pra divertir
um demônio eternamente no inferno a queimar,
contemple traços cujos de fúria
nada que perto lhe ouse chegar,
alguns tiros, nada mais,
é o que se espera, para que possa parar...

e veja, aquele sujeito não se importava,
lhe atiraram pedras, e em seguida revidou,
conhecido tranquilo, sua fama levava,
porquês desconhecem, do que o levou
tudo mudar, de morte lavava,
cuja figura asquerosa carnificenta,
num terror abominável que aumenta
o desesperar submerso à visão do terror;
barrá-lo, se intenta,
reage pior,
não vinha a guarda,
alguém interviu, um carro o atropelou...

morto aparente,
vermelha nódoa no asfalto se acentua,
à volta, juntava-se a gente,
realidade mortal, nua e crua...
multidão analisava...

de espasmo o momento,
explosão de brutal violência,
fingido de morto,
levantou-se em reação,
último suspiro,
máquina à mão,
grito de veemência,
um partir sem clemência,
desfigurar de mais alguns,
degolar de fúria,
incondicional ódio febril,
se ouviram distantes tiros,
finalmente ele caiu...

e era só mais uma estranha aparição,
que do mundo, bote sofreu,
inquisidor perseguido,
jamais se saberá o quão pensou,
hediondez tamanha que formulou,
desde quando caos cresceu,
numa mente,
como outra qualquer às ruas possivelmente,
até quando não mais nada em perda ter, se perceber.




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