quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Ratos no Convés








ratos no convés,
furtivos dançavam no madrugar da tripulação,
roíam a comida,
escassa, em meio ao sem-direção,
tão imenso, passava o tempo,
os ratos ainda roíam...

riem ratos reles restantes,
ruidando rançosos, roedores risonhos,
de restos de risos, em rente retrato,
roçam em remos, redes, ripas
refazem retalhos, em roupas rotas,
rotas refazem, recitam a rima
em rascunhos de retas recém reescritas...
e um rouco rugir ressoará no retorno,
do ranzinza responsável ao receber...

"riem ratos, de restos, de risos,
rompendo as rotas, rimados avisos,
recado roído, repicado recente,
o rumo é errado, o refaça decente!"







Um comentário:

  1. Gosto dos temas náuticos... Não vou tratar com detalhes da forma e da qualidade literária neste momento. Estão muito boas. Quero falar das conjecturas e analogias que fiz ao ler o poema... A nau errante poderia ser a Terra e os ratos, a humanidade... roendo tudo, ou os marinheiros seriam a humanidade e os ratos as consequências deste desacerto de rota...Desta forma descabida com que tratamos o planeta e tratamos uns aos outros... Bem... este poema me levou a estes pensamentos... talvez minhas impressões nem tenham nenhuma relação com o poema, mas foi o que me veio à mente ao lê-lo.

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