sábado, 2 de fevereiro de 2013

Triunfante Plainar De Um Dragão






























tremem em colossais estrondos
avassaladoras plataformas celestiais,
que sob simplórias vistas
quase inalcançáveis são,
embates fulguram,
conflagram, trituram,
seculares pilastras de eterna crença honrada,
onde sagrada é aquela terra defendida,
encantada,
guarnecida,
confiada
à escolhida
divina fera
de um brado
que aterra
o negro lado
montanhês
mais uma vez
no intento de conquistar;
riquezas, destruir, escravizar,
descobrir,
secretos feitiços,
universo aquele, tomar,
por completo
num eterno anoitecer
onde imperarão vis magos
sem compreensão do saber,
com cruéis afagos
todo o legado
conquistarão,
o desconjurar do tratado
de paz com outras dimensões...

mui acima, imprevisível
imaginado
embate impera,
violento incomensurável,
chovem chamas, à evidência;
brutalidade inefável,
caos, eis que vocifera,
em um céu de alada tormenta,
não apenas é, peleja mera,
eis o inconcebível,
e o memorável,
irreversível,
irremediável
glorioso épico digladiar de dracônicas ventas
em um trágico final, de augúrio inconcebível!

e sob rochas, rasantes,
predador e presa,
ligeiro, temeroso,
quão também temerário,
escamoso é corpo esguio,
de ágil mover, de mercenário,
nesse páreo
infringe inoculados venenos magistrais,
negra mágica que emprega,
de ilembrados imortais
segredos
sagrados,
dedos
sangrados,
sacrificados
medos
tornara
o mais jovial,
sua maior arma,
fervoroso guardião,
langue vitima,
também desarma
seu algoz, seu mal,
maligno, e ardiloso ancião...

reviravolta, em revolta, o revolver,
réptil reagir, o sublime mover,
visceral volvendo, visando morrer
se preciso, o sacrifício,
para que se possa vencer,
glória do ofício,
hermética ordem defender,
em plena, e desvalida queda mortal,
um mergulhar em si, mais que material,
deparar bestial, em subconsciente espírito,
emanar de escaldante escarlate flamejar de fúria
indizível,
espontâneo desperto,
o acordar,
de si, recobrar,
explosivo, frente a um golpe final...

vê-se veemente, o puro arder de rubra flama,
tão frio, que em seu pranto, a terra clama,
contra-ataque, um assassinar, com gosto vingança,
descomunal destruir, fervor que desconstrói,
despedaça, e deveras devoto, diabólico desesperado,
demarca inimiga jugular, venenosa queimando,
e a dois passos do chão, um safo desviar ao céu;

decola imperial, em veloz altitude,
contempla adversário seu, invasor, decaído,
em trevas o aprisionam, desvalido,
selado, impedido,
de mais algo qualquer, por ventura impetrar,
contra quem, a chave dos mundos, tem a guardar,
e perante ameaçador adversário, exalando horror,
a confia em sua alma, tão crente, assim rente, de benévolo fervor.

em baixo topo de morro, não distante,
pousado, de guardadas asas
quais, ainda memoram-lhe o errante;
que terras não há, para dormir,
tampouco um povo, a que se unir,
é seu destino, ser só, e inominado,
em quaisquer que sejam riscos, se entrepor,
outrem sujeitar, senão disfarçado,
como guerreiro, boêmio, poeta soturno,
procurando vícios, em tabernas, afastado.





Um comentário:

  1. O comentário para este poema seria muito semelhante ao que eu fiz para "O Ancião Da Espada Flamejante". Gostaria Somente de registrar que a sonoridade deste que agora comento,fluiu de uma forma mais suave à minha apreciação.

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