domingo, 31 de março de 2013

Aliens



























sentinela caído, corpo desmembrado,
metálicos membros da carne rompidos,
moribundo gemido, esganiçado,
multidão de consternados indivíduos,
se aglomeram à calçada, do centro urbano,
corpo inerte, aspecto inumano,
grande cabeça, corpo delgado,
metade androide, extraterrestre evidenciado,

estranheza, afastamentos, discussões,
vinham carros, da mídia, televisões,
imagens se transmitiam em públicos telões,
esquisito corpo, que não todo desfigurado,
impossível é o segredo agora pelo estado,
o qual mantém, cada homem confortado,
que era aquilo, cada um se perguntava,
porém, inumano, disso ninguém discordava.

em pouco tempo, suicídios; suas comprovações,
fins dos tempos, o apocalipse chegou,
revoltariam-se os céus, o demônio retornou,
espaciais naves, breve guerra recém perdida,
mais deles num ímpio escravizar das nações,
o questionar-se sobre verdade defendida,
somos quem, ninguém, diante o espaço,
qual importância sendo apenas um grão.

de hoje em diante um olhar ao céu,
durante noite não mais igual,
imagem e semelhança, aspecto à perfeição,
piada pretensiosa, apenas véu,
desarmados olhos, encharcaram afinal,
tombaram fuzis, todos se chocavam,
de toda maneira, é o que somente mostravam,
um mero cadáver, golpe final, a informação;

não mui tarde, centenas de discos voadores,
por onde se via, centenas de mil arredores,
o derrocar da frágil sanidade castrada,
moderno mundo invencível, refutado,
hipocrisia patética da honra de soldado,
eternas verdades, cada uma ao fogo,
não aterrissavam, uma legião parada,
se foram logo após, pelo mundo admirada.






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