quarta-feira, 6 de março de 2013

Coliseu Genético































estádios de pedra, colossal construção,
onde consumam o desporto, brutal diversão,
estranho é o futuro, em plena divagação,
genético divertir, milênio após primeiro avião,
erguido estádio, maior de toda a humanidade,
onde imploram bizarras bestas qualquer piedade,
desafiando irrevogáveis leis da evolução,
pré-históricas disputam feras, estranha equitação.

reconstruídos répteis, genes fósseis mutados,
garras de espora, velozes famigerados,
e empoleiram-se plateias, de toda maneira,
gritam, clamam afoitas pelo final, o sacrifício,
tranquilizadas arredias criaturas, deparam-se à espada,
metálica armadura, do carrasco, mente programada,
tão fiel, subserviente ao ímpeto de glória ao ofício,
transportados cadáveres moviam-se após numa esteira.

por toda cidade, transmitido é o evento,
empolgados todos, carniceiros, aguardam o final,
obra do diabo, mais abominável invento,
preparam-se gladiadores, uma contenda mortal,
gigante ogro, rubro ciclope, a medir,
de altura seis metros, acorrentado, a aparecer,
enclausurado às escuras, imensas portas, o iriam libertar,
depois de horas poucas, luz o faria se dissipar.

armada adrenalina, rangem trincos,
violento bater, descortinar do demoníaco umbral,
soltam alavanca, de reação sequer sinal,
negro horizonte dentro ao cativeiro, nem afincos,
investida adentro, reação fatal,
de errado algo acontecia, nada o pode deter,
surgia maior que o normal, deformado, não de costume,
incontáveis olhos, imensuráveis membros, desigual;

monstruosa disforme rubra aparição de asquerosidade,
montanhesca molusca, assassina incontrolável,
imprevisível endemoniada, de imensa cavidade,
apenas um tentaculoso órgão de visão,
e imbuído de espinhos, em cada braço, mortífero ferrão,
juízes abatera, os empalava facilmente, e devorava,
partiram-se as correntes, presente publico debandava,
despedaçados eram muitos, aprisionados, no esmagar,
destroçada arquibancada, eletrônicas portas sem funcionar.

destroncados despedaçados membros, espalhados no chão,
filetes de carne, amontoavam-se aos moribundos,
poucos restavam, de mortos fingiam esperançosos,
resistiam alguns ensanguentados imundos,
arrancadas cabeças mais, perfurados troncos atravessados,
elásticos membros, reagiam em movimentos externos,
evoluía estranha massa, tamanho seu aumentava,
pequenas pernas, já não mais seu tronco sustentava,
terror paira, em cada espírito, gritando como ao nascer,
enjauladas obras caóticas, de seu próprio sujo entreter.




Inicialmente devo admitir que isso em parte foi um sonho que tive umas três semanas atrás, eu até tinha escruto algo sobre, mas não era poesia, era só um comentário a respeito, mas decidi tentar fazer algo diferente, uma coisa abominável que pudesse se enquadrar como arte, isso não é uma estimativa do que pode haver no futuro, ninguém é realmente bom pra saber o que vai vir daqui a mil anos, mas foi uma boa divagação de um extremo de brutalidade e surrealismo futurista. Espero que vocês que gostam de ler o blog tenham gostado dessa tentativa experimental. Tela de Bob Chet Zar, o pintor mais perturbador, na minha opinião que eu admiro. 





Nenhum comentário:

Postar um comentário