quarta-feira, 6 de março de 2013

Predadora Insanidade
































demônios residem, em minha mente perniciosos,
busco escapar, no embate derrotado,
fugir clamando, cerrados punhos, reagindo, a lutar,
me perseguem grotescos, ímpios em qualquer lugar,
esboços dum negro fosso, amaldiçoado, sem mãos,
eu não consigo entender, apaziguar tais vãos,
expelir de fumaça fria, em paranoia perturbado,
eis-me com vários monstros, cá em meu lado,
eu não quero me esconder, pender pondero,
implora o anseio, por meio, de rogo sincero.

garras de harpias, sucumbir de tentação,
perdendo o controle, faca ao coração,
temo eu a loucura, insana, e miserável,
de excêntrica antes fosse, um mal que enclausura,
que abate, em meu peito, seu bater quer parar,
querem que eu pense, que eu creia, a me enganar,
me açoitam, derrubam, deslindam a muralha,
o herói é vencido, batido, por uma reza de gralha,
desmoronar de fortaleza, incerteza do fim,
toda noite sozinho, não me deixem comigo!

rindo morrer, num descrédito descuidado,
pele arriscando, até última consequência,
outrora, canalha manso, e admirável,
visto então, fora o sentir-se jurado,
desconhecendo em temor, tanta é a frequência,
vez e mais, em histeria absorto, embalado,
viu-se quão em pé estar, é louvável,
no tempo em que desconhecia santa ciência.

sufocando me sinto,
firme segura um punho minha garganta,
perturbador me espanta,
dolorido dobro-me em instinto,
extinto arrogante dizer de lógica,
presságio do dever de posicionar,
objetos à mesa, certamente, e salvar,
alguém, de possível desgraça,
presente sendo a única que deu-me a graça,
ainda temo sucumbir, de mim mesmo parasitário,
persisto em ser são, submergido em desvario...
tormenta tempestuosa de horrores,
habitam-me vis, como juras de amores,
perdendo o controle, num enturvecer,
preciso me libertar...




(Tela: Andrew Ferez)


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