domingo, 17 de março de 2013

Relógio de Cuco



























fora de mim, em si meu eu,
própria pessoa, eu vejo o breu,
de uma noite, a me acordar,
já estou de pé, pra lhe saudar,
meu relógio, o único que tenho,
já soube disso, um cuco cretino,
aliado dela, pois a lhe omitiu,
sua portinha de madeira, se abriu;

já é madrugada, eu sinto a magia,
ela me esqueceu, vivo a agonia,
instantes se passam, e eu me culpo,
deveria dormindo estar,
já são duas, logo serão três...

me auto explico, uma razão, não me preocupo,
apenas queria poder me livrar,
daquilo que me livra do mundo,
apenas queria, pode-la encontrar;
sem temer, por não ser capaz de chegar,
de morrer, antes de ir a fundo,
cair sem razão no asfalto duma estrada sem mim,
um temer por não chegar ao fim...

já é madrugada, eu sinto a magia,
ela me esqueceu, vivo a agonia,
instantes se passam, e eu me culpo,
deveria dormindo estar,
já são três, logo serão quatro...

eu temo, eu tremo, por superstição,
minuto trinta e três, eu o vi, assim, exato,
mas que ironia, é meu numero de azar,
sinto que é desta vez, o momento da morte chegou,
eu sinto, por não escutarem, minhas ultimas palavras,
eu vou lutar, não prometo que vencer eu vou...

eu sou o pai deixando a criança,
eu sou o filho que o jamais reencontrou,
eu sou a guerra que deserda esperança,
eu sou um deus que o destino teceu,
eu sou uma farsa que espalha a mentira,
eu sou o trigo que a praga esqueceu,
me faço tolo por me acreditar,
como lágrimas de amor por putas,

já é madrugada, eu sinto a magia,
ela me esqueceu, vivo a agonia,
instantes se passam, e eu me culpo,
deveria dormindo estar,
já são quatro, logo serão seis...

e eu queria poder esquecer,
todo problema que eu me causei,
porém, eu sinto não poder parar,
o gatilho já foi apertado,
dado disparo, ajoelhado eu rezei,
estrago foi pior que pensado,
mirei pra longe, e cigarro traguei,
o medo me toma de lado,
sinto derrotado, mas ainda sei que vencerei,

já é madrugada, eu sinto a magia,
ela me esqueceu, vivo a agonia,
instantes se passam, e eu me culpo,
deveria dormindo estar,
já são seis, logo verei três...

o cuco gritou, e riu de mim...


Por enquanto lhes deixo essa musica/poema, mas logo estão pra vir mais algumas, ainda n tive tempo de lapidar e completar algumas passagens. logo verão do que se trata. quanto a esse poema, vou chamá-lo assim, se trata bem do que ando passando, meu sentir como se estivesse abstraído da realidade, sem sentir a mim mesmo, perdido dentro de um caos na minha mente, o que não quer dizer que dure pra sempre, mas acaba me fazendo, pelo menos por dentro, um cara diferente do que eu estou acostumado, e cansado de acreditar sempre, mesmo sabendo, naquilo que me corrói e isso é absurdamente desgastante. mas é um bom poema, gostei muito dele, fiz em menos de uma hora. 




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