domingo, 31 de março de 2013

Sagrado Virus






























religião, uma coisa que não deveria existir...
pagos pecados, sangue, medo em vão,
contemple a história, toda vil extorsão,
vida, um proferido sacramento dos profetas,
a ironia, das cruzadas e do terrorismo,
segredos, hierarquias, fuzis em nome de alguma coisa,
oprimidas massas, ajoelhadas em reza infiel,
em algum lugar, alguém agora planeja um atentado...

santos livros, arcaicos preceitos de humilhação,
quantos não mataram, sem saber ler?
quantos não se curvaram, sem poder questionar?

eles dizem perseguir o Mal, 
cada hemisfério, em batalha, sangrenta opressora,
camponeses em nome de alguma ordem pregadora,
que luxuosos templos dispõem, santificados,
plebe conduzem, em mão de obra da matança,
tantos milênios, e não puderam sua raiz cortar,
todo momento, buscam em algo o procurar,
se apoderam de almas, o latifúndio até a eternidade...

operárias mentes dum monastério de ilusão,
é proibido mover-se, sem rastejar pelo chão,
que seria uma divindade sem fiéis?

antigos deuses de sacrifício, culturas corrompidas,
em nome da verdade, destruídas, saqueadas,
fogueiras, torturas, cabeças cortadas,
em nome às divinas leis, devem ser cumpridas...
apedrejadas figuras, em nome de quem são adoradoras,
o destino do inferno e da recompensa, 
julgamento já escrito... por que curvar-se? ouse a sorte!
nascido à aposta da piedade, sem sequer tentar...

massas que pregadores idolatram submissas,
ladrões corruptos, farsantes politizados,
poder político, em prol à dominação permitido,
laicas nações de estigmatizados;
científico avanço reprimido,
convenientes dóceis hordas de alienados...

poder,
mais
poder
ter,
sacros 
sinais,
lucros
carnais,
sacerdotais
arrogantes,
passado 
em sujeira,
mal de antes
besteira
agora
é refutado,
genética,
profética
divina 
solução,
o extirpar 
da doença,
negar
submissão,
doar 
a crença
da cura
sem recompensa,
por meras humanas mãos...
esse é o temor,
iminente inimigo,
sem mais clamor
fácil, antigo...

porém ainda professa
algum provinciano
padre sem querer ganhar,
ou um crente em dividir,
em nada mais que fazer
espírito progredir
num querer altruísta,
por um melhor dia amanhã,
são estes verdadeiros,
verídicos cordeiros,
longe da humilhação,
simples sábios por algo,
que o mundo sempre clamou,
que de muito precisou,
um fazer por natural,
sem se forçar, ou querer,
algo em troca, até dizer,
que o inferno o aguarda
e lá será seu lazer...


Eu compreendo a revolta das pessoas com a religião, eu mesmo como mostra o poema sou um revoltado com isso, detesto a ideia de que se deve atingir a perfeição, que se deve seguir algo ao pé da letra até a ultima consequência como muitos maniacos terroristas fazem, ou pessoas irritantes que sequer sabem respeitar uma outra pessoa por mera diferença ideológica, em prol do que um igreja ou doutrina pregue, isso é um cancro nos dias atuais, uma coisa também com dias contados quanto mais avança a ciência e a tecnologia, e a mente das pessoas se torna mais flexível em maior parte dos termos sociais, há cem anos atrás não tínhamos o mesmo nível de informação e o que fazia a religião, compensava isso com historinhas da carochinha convenientes à submissão, e é isso que incomoda as instituições religiosas hoje em dia, por mais que seja contra muitas coisas que essas religiões também são contra. O poema é uma critica convicta ao extremismo religioso e na ultima estrofe faz uma comparação entre quem realmente toma algum preceito como uma coisa benigna por assim dizer, uma coisa positiva, como existem milhares de pessoas, fora do contexto institucional que fazem coisas boas e a ela foi dedicada a ultima estrofe, até pra amenizar também o tom do resto do poema, e não soar como se eu dissesse que isso ao todo é um cancro, até porque é uma critica ao radicalismo.





Um comentário:

  1. Adorei!!!!!...muito bom
    Infelizmente a alienação religiosa, ainda se mantem forte na sociedade, visto que muitos necessitam dela para conseguir suportar a realidade.

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