terça-feira, 9 de abril de 2013

Carruagem Infernal




infernais corcéis, indômitos redeados,
por um conde sombrio, rei dos atormentados,
eu o via, com assustadora face, risada engraçada,
descendo a plataforma do castelo, ladrilhada...

eu a observava, eram diamantes lapidados,
não impunha-me temor, o líder dos infortunados,
o admirava, por saber em bom tom cantar,
a canção que queria eu, comprazido ouvir...

queria, pois, com uma viola lhe acompanhar,
mas em pesadelos, nem tudo se pode adquirir,
tão fácil como pensam infantes, é difícil sensatez,

pintada de branco e preto sua medonha tez,
invertidas cruzes exibia, delas eu gostava,
assim como também de sua voz, quando feliz estava.

















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