terça-feira, 9 de abril de 2013

Mágoas




são mágoas tantas que não sei se aguento,
tempos mais, mantendo minha sanidade,
dormir, à madrugada negror vigio no intento,
de ser capaz por um segundo me apaziguar;

dor da falta, de ímpios céus pior invento,
mesmo a ver de outrora, tamanha maldade,
não sei se isto esqueço, então me sento,
diante ideias, começo um soneto criar...

porém, refém me vem pedidos de perdão,
em meus sonhos, constantes torturas,
perdoar não sei se sei, não sei se em vão;

sou mal, queria sê-lo, mas, duvido disso,
recordo em consolo infames agruras,
aquele eu que matei, em mentiras só permisso.

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