quarta-feira, 10 de abril de 2013

Zumbis Radioativos






























acidente nuclear,
governo encurralado,
algo deu errado,
e na água a espalhar
veio a toxina, a mutação,
ninguém percebia
até a anomalia
virar epidemia
quarentena na população.

pandemia zumbi,
cérebro parou de funcionar,
apenas corpo precisava,
de coisa qualquer se alimentar,
multidão a rastejar
cambalear,
pela ruas, vivos mortos,
tortos carnívoros,
senti,
calamidade chegar,
quantos mais mordiam,
mais a se espalhar,
tudo que viam,
queriam devorar...

de lua cheia o luar,
tão bela, plácida pura,
livida a nos presentar,
os cadáveres em marcha,
raça difícil,
luta dura,
perdura,
loucura
ao caos impor,
amigos teus destruir,
os já tomados no horror,
como é matar... conhecidos
sem cura
mutados?
já mortos caminham,
engatinham
em pedaços,
continham
verde gosma em todo lugar,
não podemos nem ver,
quanto menos respirar...

marionetes da morte,
assassinas a clamar,
algo ininteligível,
querendo morder,
intento de comer,
crua carne sem pensar,
não pensam, não sentem
consentem
no existir até apodrecer...

ataque,
baque,
bote
mortal,
desfalque,
boicote
geral,
sem água
comida,
que será
da contida
população
restante?
mágoa
inquietante,
terror
surreal,
cai uma chuva,
de cor
anormal...

estranhos a gesticular,
molhados convulsionam,
começam a transmutar,
assustados se questionam,
logo a pele a esverdear,
tempo após se direcionam,
em meia volta, e se juntar,
com seus irmãos de destino,
estado clandestino,
consequência do que não se irá cessar.
multidão rasteja,
esse é o acidente nuclear...





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