sábado, 22 de junho de 2013

Cronica de Cemitério



de corpos um altar, mórbida a causa,
e lembro não saber como explicar,
dizer quão selvagem fui àquela tarde,
ao chegar, de um cenário de guerra,
eram quatro deles, eu os havia matado,
expressões ver de decepção depois,
assassino me tornei, com uma faca apenas,
e eles estavam com metralhadoras,
mortuários de amor à pátria, ao céu,
eu só pensava em ti, em tê-la comigo...

fugi pelas ruas, cemitérios desonrados,
controlavam as esquinas, camburões,
caminhões de soldados, era eu um fugitivo,
matei meu melhor amigo, num golpe só...
não escolhera ele ser soldado, sofrer,
escravo eu, tampouco me permitiria,
bombardeios destroçam vilas todo tempo,
seriamos nós, o próximo alvo a queimar,
tu me perguntavas, do alto de minha casa,
porque eu havia demorado tanto...

e suas armas só disparavam sangue,
lembro de sua garganta, sufocando,
lutando a defender a mim e a si,
os prenderiam se eu fugisse, e torturariam,
outro era seu parente, tentava atirar,
caíram-se todos, o cabo da faca quebrou,
quando acertava a cabeça do ultimo,
aguardavam pelo pelotão que foi atacado,
explodiram sem ao menos chance ter de lutar...
tudo que conhecíamos, não existe mais.





Pesadelo Somente...




























desperto em meio à noite, o luar fulge à janela,
sombras percebo, sem algo que lhes faça,
obscuros vultos ligeiros, os vejo saltar,
por entre embaçados vidros trespassam,
no já palpitante temor, escuto nele baterem,
árvores movidas à ventania, sinto o desastre!

arrepios gelam a espinha, coração acelerado,
frias mãos, mal as consigo de fato mover,
que querem estes sujeitos, a se despir do negro
aspecto, em espectro, fechando um cerco sob mim,
quão abomináveis eram suas faces deformadas,
a exibir afiadas presas e olhos de réptil profundos...

vislumbrava o carpete, aranhas caminhavam,
dificultosas em superfície incerta, gritavam,
e rubros gafanhotos me perseguiam famintos,
resmungavam por sangue, por detrás da porta,
e trancado sozinho, eu via à sala, o pior,
lacraias dançavam asquerosas no tapete, e alertas;

as pisava num misto desespero e ódio sem fim,
berro a esmos por saídas, das quais trancafiado,
me exprimo no desolar mortal do perigo eminente,
perseguem-me lentamente atravessando paredes,
marcham aquelas figuras, numa apatia intrigante,
disformes atravessavam-me num empestear sufocante.

repentino choque de realidade, percebo-me deitado,
fatídica e realmente à lucidez de um despertar,
calmaria me invade no desinfectar dum pesadelo,
solitário vazio de alívio me rege, verifico à volta,
uma leve dor de cabeça apenas, sussurra latente,
vereda miro, e diante, vislumbro algo estranho...





Guilhotinai
























guilhotinemos parasitas do poder,
em praça pública, que queimem até morrer,
falsos líderes, descarados senhores feudais
corja desejosa em apenas explorar,
sombra fazem, de séculos de explorações,
desonram os mortos de antigas revoluções.

retrato cinzento de leitos de hospitais,
violento é o confronto com marginais,
todo maldito dia é uma rotina de degradação,
revolta será ainda plena, ecos da reação,
destronem esses vermes com sede de poder,
sobre o cadáver fétido de falsa democracia...

consome um ódio, ódio pelo estado,
ninguém deve nascer sendo escravizado,
compete à minha ira vomitar minha verdade,
perante um sistema que alega liberdade,
permitindo que usufruam como bem entender,
de tudo que se paga, com intuito de se bem viver...

restos precários, como caridade destinados,
pra quem pagando está, do próprio suor,
sem dó, controlando a desgraça só por reeleição,
opostos lados não fogem à sina da corrupção,
alienam com a mídia, igrejas, promessas,
ditadura do voto impõem dissimulados;

direita ou esquerda... humanos de merda!
se aproveitam das massas, vivem da perda
do fato funesto de faltar do povo a razão,
se esqueceram dos pobres quais já foram um dia,
não cogitaram que as infames farsas cairão,
e virá a revolta contra tamanha covardia.

educação
precária,
investida
não nos foi,
revolução,
sem rumo,
é o que dizem,
mas lhe dói
na consciência
o medo de perder,
não há resistência
que impeça de ter
o povo o que é seu,
e por direito
enxotar,
cada eleito
e reformar
tudo que é feito
a se visar
regalia
a vagabundo,
imundo
e sem valia
a se firmar...

guerra às ruas, eles estão a nos destruir
conflito proclamado foi com o ato de roubar,
virulência congressista, nação a definhar,
e sob montanhas de dinheiro querem inibir;
cada passo, e mais a tanto absurdo consagrar,
como absoluta lei, nossos valores extirpar...

infectadas mentes, as querem passivas,
às vestes de pacifismo, e moral apodrecida,
de todas as direções, é o que sempre fizeram,
implantando o medo, ideias subversivas,
dum interesse meramente egoico, proliferam,
o veneno da conformidade, a cada investida...

atacar destemido! até a ultima consequência,
é o que nos resta, nobre nação de miseráveis,
se não lutarmos quem assim fará por nós?
parasitários asquerosos alojados por anos?!
séculos de silenciosos extermínios cruéis,
seus temores mais profundos são evidencia.


quarta-feira, 19 de junho de 2013

Anjo do Mal























sombrias noturnas veredas que espreitam a face,
daquele que vigia, com bom olhar de guardião,
mercenário das sombras, convence no enlace,
pescoço teu confias, no alento de sua aparição,
estendida mão, posição de suposto poder,
lhe favorece a sabedoria, e teu mal resolver,
prometida vista, o deslumbre a irradiar
teus passos, em diante, dos dilemas libertar;

iluminado guia que por divino decreto,
neste ardido solo mundano deu as graças,
mente lidera, conducente ao secreto,
às águas da perdição, escuro das traças,
poeira que sufoca, no esquecimento,
depara-te a outros, como tu, envolvido,
ilusória dádiva de tão simplório enriquecimento,
que por final, percebes jamais ter acontecido;

chacal risonho, não se soube de onde vem,
e tal como, se o permites, vem mais cem,
de ocultos víeis provém, então, martirizado,
massivo propaga a dor dum usurpado,
torturador guerrilheiro em disfarce, pelo mal,
poder atinge, e infringe, valor ditatorial,
espiritual pobreza em servis lombos recaem,
a chibata estraga em marcadas feridas, que esvaem;

a fé em salvação,
ao consagrar,
um servil ladrão,
que nos salvar
prometeu,
e que a apunhalar
promoveu
somente a si,
impiedosamente,
comovente
faz como não saber,
como indecente
o assim pudera ser...

destinos
ao nada equiparados,
clandestinos,
sem rumo
à abstinência d' espirito,
num restrito
vil sumo
de falsa caridade,
claridade
vos cega
então, ele assim protela
tal vileza,
certeza
de não ser o final
da tortura
agrura
haverá sempre mais um...
pra tentar iludir,
enquanto não se livrar
do instinto de crer
que irão eles nos vir salvar
e, pois, impedir
de por nós apenas, crescer,
evoluir,
viver
sem desistir,
obter
sem depender
de alguém
algum
valer...

figura que perturba, distorce, intimida,
recatos impõe, em livre alma tímida,
sobrepõe vontades, arrastando moribundos,
aos confins de possível inferno interminável
cármica aura, delas sem vêm circundos,
guiando rastejantes filas num retrato miserável,
furtivas quando questionado porquê de tanto feito,
por final responde; apenas por causa e efeito.






Pânico em Mente
























pânico!
colabora a mente, elabora desgraças,
assombração, esquecida às traças,
pânico!
algoz à percepção introjetado,
demônio hiper sensitivo encarado,
pane!
absoluta inércia frente falso perigo,
constante luta perante comigo...
pane!
pane de auto controle, mordaz euforia;
grito de socorro, constante me desafia!

soluçando, em desespero anormal,
tudo afeta, pretende me matar,
externo, ou dentro de mim, mortal,
suposições, raciocínio lógico destrutivo...
perigo eminente, prognóstico intuitivo,
esperava meu fim à velhice, veio-se a antecipar.

química invasora, à espada, o enxadrista,
cavalaria território toma, em visita,
devasta, desmede, derrota, despista,
enfrentá-la em diante, sempre hesita,
trauma, exaspero, sempre que chegado,
sentir contorcer frágil coração...

geladas mãos, se encharcam de suor,
toma o corpo o medo, imobiliza sem piedade,
adormece, uma sarna alastrada,
torturante sensação provinda de pesadelos,
tremem pernas, rigidez sem reação,
sob um moribundo sapateiam ideias controversas;

se cansa,
descansa,
matança
de dizer,
momento
logo após,
se lança
ao silencio;
tudo passou!
e de novo
ele desabou
em cobrança
de algo,
sentimento
qualquer, pois,
um talvez,
sem rima;
fôlego;
vontade...
provável
quiçá uma
coisa trivial,
conformada,
sem valor,
desanimo
foi que restou...



domingo, 16 de junho de 2013

Revolvendo Ao Reino
























não desta vez,
não desta vez que vou cair,
pronto a suportar,
qualquer coisa a me afligir,
não, não é desta vez,
não é desta vez que eu vou cair.

veloz, o vento em meu rosto,
estradas de insânias,
pedágios de injurias,
petardos do destino,
tropeços irracionais,
quanto não magoei
me arrependi,
quão me desgastei
nada demais venci,
creio aprendido ter,
ou por erros meus pagar,
de modo qualquer não vai ser
desta vez que vou cair,
rasteira o medo não vai me dar.

apreensivo, paranoico,
entorpecido em suposições,
misticismos, superstições,
atormentam mágoas,
passadas águas,
viver visando estoico,
temo por não vencer,
receio desmoronar,
devo prevalecer
mesmo se eu tombar,
preciso me apetecer
em querer retornar,
ao reino mágico dos corvos,
onde lisonje fui,
sem mais estorvos
tão como antes, se intui,
recomeçar, reviver,
renascer, frutificar,
fortificar sem apodrecer,
se enobrecer sem se abrandar...

e se faz a batalha, gralha matei,
corvo sou eu, honroso rei,
somos todos monarcas das sombras,
de ternas noites quais vislumbras,
a placidez do silencio que afaga,
o luar que às águas se propaga,
uma tristeza à alma, que natural,
mente apraz, uma tristeza infantil,
e em ternura tão verossímil,
é o elixir raro ao qual,
buscaram tantos pelas eras,
a magia, a pureza, de santos e feras.


Meu Monstro





























tão friamente, sempre descreditei,
mas algo agora...
...sinto nas sombras, por mim olhar,
me queixando de sua presença,
não há onde eu não o possa enxergar,
era o monstro do qual lhe falei,
e depois foi embora...
destemi o escuro... hoje, o vi voltar,
porém, não existe criança,
que um dia fui, não há como escapar,
no dia, em seu durante, mirei,
sua face que afora...
... não se faz mais por espreitar,
se faz figura, tão intensa,
dentro de mim, por me enganar...

... por iludir, por intrigar, por me fazer,
me permitir, me entregar neste sofrer;
e adentrar meu âmbito, cheio de pavor,
calado, é uma gruta qual lacrimeja ao torpor...
gotas angustiosas pingam, e minam,
seu solo, sua terra, e intenso viver abominam,
os sentimentos meus, que nela florescem,
é minha mente tal lugar... e nele, se esquecem...

sozinho me encontro, tento despistar,
quem me habita e me tenta evitar,
em busca de rever, aquele que eu perdi,
de reencontrar, tudo que já vivi,
e então poder, por fim lembrar,
que pesadelos, não podem nos matar,
incapazes de mais que medo infringir,
não vou me perder, em como surgir,
seu puro aspecto de impactante horror,
é apenas de um monstro, seu furor...
é somente algo, parte de mim,
que por tragédia, tornou-se assim...
é apenas uma criatura, quer se libertar,
um mal sonho, desejando despertar...

abominável, oh monstro meu, que nasceu,
carrasco e vítima, sem saber fui eu,
e agora crescido, consciente o preço pago,
tu te escondes na escuridão que trago,
de pouco em tanto, sanidade esmoreceu,
como caem as muralhas do afago,
e nesse breu, me encargo do evidente
destino, que adivinhanças faz por me trazer,
mesmo muitas vezes, não seja este eloquente,
estranho é ser crente, de algum mal a acontecer...

é tão difícil enfrentar, me convencer,
forças tirar, me imaginar vencer,
fardo sinto, da batalha, toda noite a pesar,
às costas minhas, e o por-vir imaginar,
solitário, ninguém mais a me entender,
obriga-me em mesquinhos desafios,
e cada vez eu, essa criatura mais a temer,
cérebro conduz por embaraçados desvios;
imponente num instante, pra de frente encarar,
se rompe o chão, ressoa o medo de morrer;

pai do horror,
de meu inferno,
oh, meu monstro,
num clamor,
mental, enfermo,
demonstro
turvo interno
tal torpor,
um frio de inverno
a descolorir,
qualquer vasta
paisagem
já basta,
não lhe devo ouvir,
alimentar
teu fogo ilusório,
miragem,
mal irrisório,
à realidade
comparado,
a verdade
do atestado,
final do desespero,
mais um destempero,
de ti em mim alojado!

tento não cair, puxando o chão,
não há queda, somente ilusão,
impossível fugir, hercúleo lutar,
não sou semi-deus, temo desabar,
devo prosseguir, é necessário esperar,
no mundo da pressa, doloroso é viver!
não espera, impera, me arrasta,
se impõe, contrapõe, se alastra,
incontrolável ideia, pessimismo anormal,
cada passo é eminencia de um fim letal.


Apenas pelo fato de eu estar ouvindo esse disco, o Fear of the Dark do Iron Maiden, eu resolvi colocar essa imagem na postagem, acho que tem bastante a ver com o tema do poema. 

Ansiedade






















carnais dores me envolvem raivosas,
tormento da mente, duvidar do real,
costas presas, tremente peito infernal,
dói a cabeça, surra sinto ser surreal,
temo por minha mente, sem controle,
desmaiar, morrer, sem respostas, meu mal
inebriado, coração latente, num torpor
iminente bomba relógio de inevitável confusão...

entorpecido em margens do assobio
da morte, e seus manhosos destemperos,
imediata surpresa, algo com que me arrepio,
cada vez que recaem sob mim tais exasperos,
estranhos sintomas, inaturais esmeros,
sensações cotidianas, agora reparadas,
aberrações colossais, tragédias antecipadas,
pensamento viciado na desgraça que impera;

eu temo morrer, medo de ser sequestrado,
por humanos, ou do além, tornar-me anulado,
do meu lugar, sumir, desvanecer, definhar,
de me atacar alguém na rua vir, desmaiar,
cerebral controle perder, cabeça estourar,
desrealidade, despessoalização,
enfraquecer-se num momento de atenção...
anda algo fora do normal, transformação!

mariposa doentia,
tormenta desleal,
o que há, que irradia,
me tira do normal...
pensamentos,
paranoias,
além do natural,
cobaias
de inventos,
intentos
do irracional,
descabidos,
desfreados,
não entendidos,
vil irreal,
imaginados
por outros ouvidos,
considerados
sem fundo leal,
pensados
simplesmente,
convincentemente
veio ao plano material!

exaustão, pedido de normalidade,
aos céus, que haja piedade,
mal do século, tarde é, demais evitar,
revoltado, tristeza angustiante a abraçar,
ardem vistas sem choro, e mais algo se revela,
pensamentos suicidas habitam a janela,
sugerem facas, na cozinha, a barbária,
o transtornar-se, em tão grande avaria...

em cada momento algo estranho a gritar!
em minhas veias, cada momento a surgir!
ânsia insone, dopamina em falta a afiar,
o fio da navalha em que me vejo a urgir!

urgência, imediato sentir, nunca realizado,
algo falta, todo tempo, sem por quê,
anestesia mundana, nunca quieto, saciado,
compulsivos movimentos, quem vê,
desconhece como é ser sob controle descontrolado...
contemplando consciente consequência consumada,
corrosiva condicente com cada coisa consumida,
físico é o vício, de coisas quaisquer, endividado...

vida
reduzida
em se preocupar,
se hoje vai viver,
poder poupar,
o existir
sem preceder
momento tal
de mundo deixar,
casulo do mal
danoso a tornar,
incapaz de viver,
reagir,
vencer,
buscar,
o que perdido foi,
retornar,
àquilo que não dói,
poder encontrar,
o algo que não corrói
ao se vivenciar...

atrever,
estremecer
enfrentar,
reverter,
esquecer
cansado
retornar
o estado
anterior,
paz
interior,
faz
sucessor
do impossível
que se fadar
fizera,
e infartar
pondera,
impermissível
e agora
absurdo,
não ser surdo
de si mesmo
ao esmo
qual vigora,
livrar-se à fera
até risível
que te agoura...

taquicardia, um dolorido em depressão,
inchada amídala, não consegue respirar,
a ode solitária ao cárcere sombrio de ilusão,
e por tão pouco, poeticamente posto a chorar,
frágil força, como mato do asfalto,
duma árida estrada sem fim, e do alto,
vê a montanha, a nuvem de chuva que espera,
por tanto, e lá, não irá ela se findar...

desejo de converter-se em imortal,
tão mortal terrano ensejo por medo motivado,
alguma coisa falta, quebrar de encanto,
um motivar que seja espanto,
de tão negra fase de alvo tornado,
novamente um prezar pelo que tanto,
que se quer, que nos demais é natural,
voltar ao ser humano, um algo mais neandertal.


Primeiro poema que realmente fiz depois de um tempo afastado de tudo que eu mais gostava de fazer... lembrando que não se trata de ansiedade comum, e sim o transtorno de ansiedade generalizada, que aparentemente não é terrivel, mas sim, é. Tela de Bruegel. 

Cavaleiro Dragão





























vermelho paira o aço de inquebrável espada,
o guerreiro que a empunha é consagrado,
à dádiva de sua montaria alada,
um nobre prol a ser honrado,
o defender do castelo, sobem grades,
portões abertos, tempestades
de fogo e fúria, veloz inalcançável,
imponente, ao céu, já inavistável...

guerreiro, que teme, mesmo bravo,
vezes certas é rei, em outras escravo,
imbatível, diante miríades de povoados,
a sí próprio somente, temer consegue
o pior inimigo, receoso em se tornar,
outro alguém, injusto quando um dia acordar,
sob a ira da injúria de reinos tomados
à loucura, dos tempos, à qual prossegue;

universal insanidade que além dos tempos,
não é outra, tão do agora distante,
faminta, sedenta, egoísta, ignorante,
vê-se-a errante, em tantos exemplos,
escrevendo contos de fadas embriagadas,
onde apenas é tal guardião um homem mais,
tão rude quão sábio em horas erradas,
e de mesma forma, as consequências, enfrentais...

enfrentais!
não te atormentes,
lodaçais
estão presentes,
se afogam todos
num mundo
intimamente
sem ter êxodos,
tão imundo
e, pois, demente,
e sem piedade,
animalesco,
bestialidade;
é parentesco
com mais vaidade,
visar dantesco
é o que se cria
e então prolifera,
o mal impera
e não se remedia,
se lamenta,
se atormenta,
em vão se intenta
não permitir
por meio forçado,
- sonho afogado;
não mais denegrir...

cavaleiros, em nosso ensejar furioso,
em imensos alados sonhos, como um dragão,
seremos todos filhos de alguma inquisição,
inibidos contraditos com um futuro duvidoso
a jogar, sem temer, num arriscar-se a perder,
mesmo pra isso preciso seja morrer,
àquilo que justo, é necessário sacrificar,
esperanças levar, até mais alto patamar;

nobre aço, guerreiros até o ultimo trincar,
de fio de navalha e que o pescoço ameaça,
melhor livre enterrado, que vivo à farsa,
os pais da mentira e do medo irão desabar,
fieis seremos à ingênua voz da alma,
sem alastrar, de onde se veio, o fel do trauma,
ou espalhar, em sujo desfreio, o desonrar,
como os que se arrastam e por pó põe-se a matar...