quarta-feira, 19 de junho de 2013

Anjo do Mal























sombrias noturnas veredas que espreitam a face,
daquele que vigia, com bom olhar de guardião,
mercenário das sombras, convence no enlace,
pescoço teu confias, no alento de sua aparição,
estendida mão, posição de suposto poder,
lhe favorece a sabedoria, e teu mal resolver,
prometida vista, o deslumbre a irradiar
teus passos, em diante, dos dilemas libertar;

iluminado guia que por divino decreto,
neste ardido solo mundano deu as graças,
mente lidera, conducente ao secreto,
às águas da perdição, escuro das traças,
poeira que sufoca, no esquecimento,
depara-te a outros, como tu, envolvido,
ilusória dádiva de tão simplório enriquecimento,
que por final, percebes jamais ter acontecido;

chacal risonho, não se soube de onde vem,
e tal como, se o permites, vem mais cem,
de ocultos víeis provém, então, martirizado,
massivo propaga a dor dum usurpado,
torturador guerrilheiro em disfarce, pelo mal,
poder atinge, e infringe, valor ditatorial,
espiritual pobreza em servis lombos recaem,
a chibata estraga em marcadas feridas, que esvaem;

a fé em salvação,
ao consagrar,
um servil ladrão,
que nos salvar
prometeu,
e que a apunhalar
promoveu
somente a si,
impiedosamente,
comovente
faz como não saber,
como indecente
o assim pudera ser...

destinos
ao nada equiparados,
clandestinos,
sem rumo
à abstinência d' espirito,
num restrito
vil sumo
de falsa caridade,
claridade
vos cega
então, ele assim protela
tal vileza,
certeza
de não ser o final
da tortura
agrura
haverá sempre mais um...
pra tentar iludir,
enquanto não se livrar
do instinto de crer
que irão eles nos vir salvar
e, pois, impedir
de por nós apenas, crescer,
evoluir,
viver
sem desistir,
obter
sem depender
de alguém
algum
valer...

figura que perturba, distorce, intimida,
recatos impõe, em livre alma tímida,
sobrepõe vontades, arrastando moribundos,
aos confins de possível inferno interminável
cármica aura, delas sem vêm circundos,
guiando rastejantes filas num retrato miserável,
furtivas quando questionado porquê de tanto feito,
por final responde; apenas por causa e efeito.






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