domingo, 16 de junho de 2013

Cavaleiro Dragão





























vermelho paira o aço de inquebrável espada,
o guerreiro que a empunha é consagrado,
à dádiva de sua montaria alada,
um nobre prol a ser honrado,
o defender do castelo, sobem grades,
portões abertos, tempestades
de fogo e fúria, veloz inalcançável,
imponente, ao céu, já inavistável...

guerreiro, que teme, mesmo bravo,
vezes certas é rei, em outras escravo,
imbatível, diante miríades de povoados,
a sí próprio somente, temer consegue
o pior inimigo, receoso em se tornar,
outro alguém, injusto quando um dia acordar,
sob a ira da injúria de reinos tomados
à loucura, dos tempos, à qual prossegue;

universal insanidade que além dos tempos,
não é outra, tão do agora distante,
faminta, sedenta, egoísta, ignorante,
vê-se-a errante, em tantos exemplos,
escrevendo contos de fadas embriagadas,
onde apenas é tal guardião um homem mais,
tão rude quão sábio em horas erradas,
e de mesma forma, as consequências, enfrentais...

enfrentais!
não te atormentes,
lodaçais
estão presentes,
se afogam todos
num mundo
intimamente
sem ter êxodos,
tão imundo
e, pois, demente,
e sem piedade,
animalesco,
bestialidade;
é parentesco
com mais vaidade,
visar dantesco
é o que se cria
e então prolifera,
o mal impera
e não se remedia,
se lamenta,
se atormenta,
em vão se intenta
não permitir
por meio forçado,
- sonho afogado;
não mais denegrir...

cavaleiros, em nosso ensejar furioso,
em imensos alados sonhos, como um dragão,
seremos todos filhos de alguma inquisição,
inibidos contraditos com um futuro duvidoso
a jogar, sem temer, num arriscar-se a perder,
mesmo pra isso preciso seja morrer,
àquilo que justo, é necessário sacrificar,
esperanças levar, até mais alto patamar;

nobre aço, guerreiros até o ultimo trincar,
de fio de navalha e que o pescoço ameaça,
melhor livre enterrado, que vivo à farsa,
os pais da mentira e do medo irão desabar,
fieis seremos à ingênua voz da alma,
sem alastrar, de onde se veio, o fel do trauma,
ou espalhar, em sujo desfreio, o desonrar,
como os que se arrastam e por pó põe-se a matar...



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