domingo, 16 de junho de 2013

Revolvendo Ao Reino
























não desta vez,
não desta vez que vou cair,
pronto a suportar,
qualquer coisa a me afligir,
não, não é desta vez,
não é desta vez que eu vou cair.

veloz, o vento em meu rosto,
estradas de insânias,
pedágios de injurias,
petardos do destino,
tropeços irracionais,
quanto não magoei
me arrependi,
quão me desgastei
nada demais venci,
creio aprendido ter,
ou por erros meus pagar,
de modo qualquer não vai ser
desta vez que vou cair,
rasteira o medo não vai me dar.

apreensivo, paranoico,
entorpecido em suposições,
misticismos, superstições,
atormentam mágoas,
passadas águas,
viver visando estoico,
temo por não vencer,
receio desmoronar,
devo prevalecer
mesmo se eu tombar,
preciso me apetecer
em querer retornar,
ao reino mágico dos corvos,
onde lisonje fui,
sem mais estorvos
tão como antes, se intui,
recomeçar, reviver,
renascer, frutificar,
fortificar sem apodrecer,
se enobrecer sem se abrandar...

e se faz a batalha, gralha matei,
corvo sou eu, honroso rei,
somos todos monarcas das sombras,
de ternas noites quais vislumbras,
a placidez do silencio que afaga,
o luar que às águas se propaga,
uma tristeza à alma, que natural,
mente apraz, uma tristeza infantil,
e em ternura tão verossímil,
é o elixir raro ao qual,
buscaram tantos pelas eras,
a magia, a pureza, de santos e feras.


Um comentário:

  1. Bom ver algo novo aqui! Belo poema! Gosto da energia que ele transmite.

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