sexta-feira, 12 de julho de 2013

Tigres




























digladiam-se, como tigres, razão e vontade,
desconheço quem ganhar irá tal contenda,
o caminho a seguir, espero que eu entenda,
raivosas estraçalham patas, e nenhuma verdade...

impulsivo, a pular de pedra em outra... seguir!
prevejo a ponta do precipício, quase cai,
alaranjados pelos, que pela sede é encharcado,
eis o animal do agora, sem tramar e sinceramente,

e tenso, ouriçado, intimida em oposição constante,
o outro, que analisa, fareja, à mira de alerta incessante,
racional planejador, custe quão seja se até a dor,
com mera patada, de imprevistos planos é destruidor...

mais alto topo escalam em pretensiosos passos,
guardiões deste infindável mundo de embaraços,
montanha venceram, e se comparados; pequeninos,
gelo e fogo, madeira e aço, brigam pela mesma causa,

sofre a grama, que carne é mui desejosa,
molha a mente, de ambas patas ao se armarem,
eu os observo, nego a quem por vencer anseio,
nada importa, quando se sofre todos os arranhões.

Um comentário:

  1. É verdade, muitas vezes nos sentimos como tigres a lutar constantemente contra tudo e todos!

    ResponderExcluir