segunda-feira, 22 de julho de 2013

Um Dia Após A Morte




























recorda-te atencioso ao mito dos antigos,
dizem que a vida é apenas uma passagem,
e se como professaram estiverem certos,
breve estaremos nós, à maior das batalhas,
quando se puserem as estrelas, a nos observarem,
e nossas carniças levantar-se-ão dos túmulos,
será pós-morte um dia, uma noite, a eternidade...

descrente planeta de ciência e ferro,
nosso trunfo, voltamos de inexplicáveis sombras,
surpresa, o arrastaremos conosco até o fim,
carcomido aspecto, por vermes cometido,
arrastaremos teu pé aos portais da discórdia,
quase é meia noite, badalam os sinos do além,
intentaste descrer à vingança qual foi prometida,

prisioneiro acorrentado em etéreos curtos fios,
seremos constante loucura em ti perpetuada,
mais alto a cada vez iremos rir em plena chantagem,
de escadas te empurraremos, lhe faremos delirar,
todas as mulheres terão nossas belas feições,
definharão riquezas, como se esvai um vaso de sangue,
e não terás nada mais, que apenas vozes tormentosas,

ajoelhado à plena vontade de mórbido azar,
lhe permitiremos pensar, em somente se entregar;
esclareça seus inimigos, essa é a grande verdade,
liberte-os, faça-os jamais retornarem um dia,
escreveremos teus destinos rascunhados em torpor,
alforria de uma águia cega, de si esquecida...
o que nos feito, porém, voltaremos, um dia após...

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