quarta-feira, 10 de julho de 2013

Vossa Culpa



é vossa culpa, o que vêem aqui jogado,
num canto, doentio e deprimido, o que dirá,
cinza de algo esplêndido, deteriorado,
carbonizado espírito pelo fogo da própria ira,

vós, que dizeis agora, - levanta-te filho!
não tens este direito, pois se me humilho,
diante o destino, sua crueza me foi herdada,
ao trazerem-me a este lugar, sem nada...

... de gente suja, e demasiado ignorante,
de abutres carniceiros, supérfluos e limitados,
me trouxestes a um ninho de cobras gigante,

ao purgatório sem morrer, pois me encontrei,
no aguardar entre esmos sem guardados,
em memória; quaisquer mulheres que amei.

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